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Novo coronavírus avança no Brasil e exige precauções

O novo coronavírus (Sars-Cov-2), responsável pela pandemia de Covid-19, segue avançando no Brasil e no mundo. De acordo com último balanço oficial do Ministério da Saúde, já foram confirmados 621 casos de pacientes com a Covid-19 no país, embora as secretarias estaduais de saúde apontem um número ainda maior: 654. O número de infectados cresce em progressão geométrica e segue o exemplo do que aconteceu em países europeus, onde o vírus se instalou algumas semanas antes.


Oito infectados já morreram, e o país vem adotando medidas para conter a disseminação da doença, altamente contagiosa. Um decreto do Presidente da República, por exemplo, declarou estado de calamidade pública no país, e as fronteiras terrestres com nove países sul-americanos foram temporariamente fechadas.


O rápido avanço da doença exige adaptações. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda com veemência que ninguém saia de casa a não ser em casos essenciais. Escolas estão suspendendo as aulas, torneios esportivos foram cancelados ou acontecem sem a presença de plateia, e até o Censo, maior coleta presencial de pesquisas do país, foi adiado para 2021. O home office (trabalho remoto) ganhou força, e se tornou a alternativa para muitas empresas continuarem funcionando.


Na ausência de vacinas e remédios específicos para tratar a doença, o isolamento social é a principal arma contra a sua disseminação. Diversas campanhas estão surgindo nos meios de comunicação e nas redes sociais incentivando as pessoas a ficarem em casa, praticando a quarentena voluntária.


Integrantes do grupo de risco, que compreende idosos, pessoas com pressão alta, diabetes e problemas respiratórios, devem seguir ainda mais a recomendação de não sair de casa. Poupar essas pessoas, indo ao mercado para fazer as compras por elas, por exemplo, é um ato de solidariedade que felizmente tem ganhado adeptos no Brasil.


Inimigo resistente


Um dos motivos pelos quais o novo coronavírus é tão avassalador é o quanto ele pode sobreviver em algumas superfícies. De acordo com um estudo publicado na revista científica "New England Journal of Medicine", o microrganismo consegue resistir até 72 horas em superfícies de plástico ou aço inox, materiais muito comuns no dia a dia. O Sars-Cov-2 pode, portanto, permanecer em maçanetas, aparelhos eletrônicos, bancadas e assentos de transporte coletivo.


A mesma pesquisa revelou que as partículas do vírus podem durar cerca de três horas no ar - após um paciente contaminado espirrar, por exemplo -, e que também é eliminado nas fezes.


Ainda não há resultados conclusivos sobre o tempo de vida em tecidos e calçados, mas já recomenda-se retirar roupa e sapatos assim que chegar em casa. Da mesma forma, deve-se evitar usar a mesma roupa por mais de um dia. Superfícies devem ser limpas com frequência com álcool 70% ou água sanitária. A higiene – pessoal e dos ambientes - é uma grande aliada no combate ao novo coronavírus.


Em um ponto, a ciência é unânime: portadores assintomáticos podem transmitir facilmente o Sars-Cov-2, e com a falta de testes para todos, muitas pessoas infectadas pelo vírus podem não receber o diagnóstico correto. Crianças frequentemente são vetores assintomáticos do vírus, e tamanha é a importância de mantê-las afastadas de pessoas no grupo de risco neste momento.


E em tempos de pânico, cresce a disseminação de notícias falsas sobre o novo coronavírus. Circula nas redes sociais, por exemplo, o boato de que vírus não resiste a altas temperaturas, o que não é verdade: apesar de ainda estar sendo estudado, cientistas afirmam que o Sars-Cov-2 está se comportando de maneira parecida em climas tropicais, como o brasileiro.


A OZZ Saúde vem orientado seus colaboradores sobre como lidar com a pandemia com base somente em informações dos órgãos oficiais de saúde. Esperamos que, seguindo as recomendações oficiais, possamos atravessar este momento da forma mais tranquila possível.



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