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Dia Mundial do Rim é celebrado nesta quinta-feira

Atualizado: Mar 12

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim é um evento celebrado anualmente para conscientizar a população sobre a saúde dos rins. Neste ano, o foco da campanha é na importância de realizar exames preventivos para monitorar a saúde renal. Seu principal alvo é a doença renal crônica (DRC), que provoca pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano.


A doença renal crônica caracteriza-se pela perda lenta, progressiva e irreversível das funções dos rins, e tem como principais fatores de risco outras doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial, além de histórico familiar de doença renal ou cardiovascular. Dentre as funções renais estão filtrar o sangue, manter o equilíbrio dos minerais do corpo (sódio, fósforo, potássio, magnésio etc.) e regular a pressão arterial, o pH do sangue e a nutrição de ossos e dentes.


Prevenção e Diagnóstico


A progressão lenta e silenciosa da doença renal crônica geralmente não permite que ela manifeste sintomas até que os rins já estejam gravemente comprometidos. Por isso é importante realizar uma avaliação médica anual - principalmente após os quarenta anos de idade -, conhecer o histórico de doenças da sua família, monitorar a pressão, manter o corpo hidratado, seguir uma dieta equilibrada – com baixa ingestão de sal e açúcar – e evitar o uso de medicamentos sem orientação médica, especialmente analgésicos e anti-inflamatórios.


Os sintomas listados a seguir podem indicar doença crônica renal, e ao primeiro sinal deles deve-se procurar uma unidade de saúde para a realização de exames de urina e/ou de sangue: alteração na cor da urina, incômodo ao urinar, inchaço nos pés e tornozelo, dores lombares, aumento da pressão arterial, boca seca e mau hálito, histórico de pedras nos rins e fragilidade nos ossos e dentes.


Em Curitiba, quem estiver passando nesta quinta-feira (12) pela região da Boca Maldita poderá realizar exames preventivos gratuitamente, graças a uma iniciativa da Fundação Pró-Renal em parceria do SESC/PR. Saiba mais sobre a ação no link.


Tratamentos: informação é essencial


A doença renal crônica não tem cura, mas pode ser controlada com medicamentos específicos, uma dieta limitada em proteínas e suplementação de substâncias como cálcio e vitamina D. Em casos mais graves, quando a doença foi diagnosticada tardiamente, é preciso recorrer a procedimentos de diálise, ou seja, reproduzir a filtragem do sangue do paciente que sofre de insuficiência renal.


O procedimento mais comum é a hemodiálise, em que o sangue é filtrado através de uma máquina. O tratamento requer três sessões por semana com cerca de quatro horas cada e é realizado em clínicas de diálise.


Outro tratamento menos conhecido, mas igualmente eficaz, é a diálise peritoneal, que filtra o sangue por meio de um cateter flexível inserido no abdômen para a infusão de um líquido chamado dialisato. O cateter, implantado por meio de uma pequena cirurgia, é permanente e indolor. Quando entra em contato com o sangue, o dialisato permite que as substâncias nocivas acumuladas no sangue, como ureia e creatinina, sejam expelidas. Ao contrário da hemodiálise, este processo deve ser feito diariamente, mas com a vantagem de poder ser realizado na casa do paciente, inclusive durante o sono.


Embora pouco difundida – a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) calcula que apenas nove mil pacientes realizem este tratamento no Brasil - a diálise peritoneal é oferecida pelo SUS, assim como a hemodiálise. Cabe ao paciente, com a orientação de seu médico nefrologista, conhecer as opções de tratamento disponíveis e optar pela que melhor lhe atende.



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